A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NO CIMO DO MASTRO



          Quando da tomada de posse da nova Assembleia de Freguesia e do Executivo da Junta de Freguesia de Lordelo, ocorrida no dia 30 de Outubro, Celso Ferreira, o Presidente da Câmara Municipal de Paredes, disse trazer uma surpresa para os Lordelenses. E referiu então a implantação em Lordelo de um mastro de 100 metros onde hastearia uma gigantesca bandeira nacional, o que deixaria orgulhosa a respectiva população.

Na discussão dos Documentos Previsionais da Câmara consta no respectivo Orçamento uma verba de 1 milhão de euros para a colocação do referido mastro.

Parece ser algo surpreendente que o Sr. Presidente da Câmara titubeie sobre a localização do referido mastro, ou sobre os custos programados. Tal assim aconteceu na Assembleia Municipal de Paredes e em declarações a Órgãos de Comunicação Social, de dia 19 de Dezembro e seguintes.

Mas já em 26 de Dezembro, em Lordelo, reafirmou a iniciativa embora a relativize, enquadrando o seu custo numa requalificação de zona envolvente do Cruzeiro de Meda, em Lordelo. Estamos assim perante uma mais plausível utilização dos bens públicos, a crer nos argumentos do Presidente da Câmara.

Alguns falarão em fetiche presidencial com bandeiras de dimensão extraordinária, tal como já existe no Edifício da Câmara e no Parque da Cidade. Outros falarão de populismo fácil, de exibicionismo provinciano visível à distância de Aveiro e Braga. Outros rirão do autarca, não deixando de sublinhar a lógica da sua esmagadora representatividade eleitoral.

Eu direi. Deixem o mastro crescer, deixem a bandeira tremular, vejam o novo Cristo Rei de Paredes (em Lordelo) que tanto ufana Celso Ferreira e concluam. Grande, por vezes desmedida, é a ambição humana, pequena a sua lógica, racionalidade e humildade. Mais milhão, menos milhão, que interessa?

A metáfora. O líder lá em cima do mastro, e Paredes cá em baixo.

Escrito por:

Cristiano Ribeiro