A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O MTD- Movimento dos Trabalhadores Desempregados

  • Mais de 700 mil desempregados
  • 350 mil sem subsidio de desemprego
  • 25% dos trabalhadores em situação precária
  • Distrito do Porto com 14% de desempregados
O MTD- Movimento dos Trabalhadores Desempregados face ao aumento do desemprego, decidiu contribuir com propostas para resolução dos gravíssimos problemas que o país atravessa em matéria de emprego, destacando o facto de ser no distrito do Porto onde mais se fazem sentir, com uma taxa de desemprego de14%.


Face aos números negros do desemprego(125 mil) no Distrito do Porto e nomeadamente na região do Vale do Sousa, em que perto de metade destes trabalhadores não têm qualquer tipo de subsídio, facto este, demonstra que as medidas politicas tomadas por parte dos governantes para atenuar tão grave crise social não tem tido qualquer tipo de resultados e até estranhamente humilhantes como a de ter que andar atrás de carimbos ou a obrigação de apresentação quinzenal nas juntas de freguesia como se de um cadastrado se tratasse.( procurar água no deserto)


Numa iniciativa realizada no dia 17 Dezembro, na rua 31 de Janeiro no Porto  o MTD distribui um documento com 10 medidas de combate ao desemprego e apoio aos desempregados:
  1. Alteração dos critérios de atribuição do subsídio de desemprego para que mais desempregados possam ser abrangidos pela prestação.
  2. Impedir despedimentos e investir na criação de empregos estáveis. É preciso dinamizar as actividades económicas para permitir um desenvolvimento sustentado que não se concretiza sem valorização qualitativa e quantitativa do emprego.
  3. Fiscalização objectiva e rigorosa dos processos  de despedimentos colectivos e lay-off por parte do Ministério do Trabalho.
  4. Valorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores.Esta valorização é indispensável para melhorar as condições de trabalho e de vida dos portugueses e dar efectividade à Democracia.
  5. Combater a precariedade. A análise do pouco criado entre 2005 e 2008 mostra que praticamente só foram criados empregos precários que penalizavam sobretudo os jovens.
  6. A imediata revogação das normas gravosas da "lei do desemprego" (DL220/06), nomeadamente do dever de apresentação quinzenal que constitui uma medida de coação contra os trabalhadores desempregados, impondo-lhes "termo de identidade e residência".
  7. Aumento do valor dos subsídios de desemprego e social de desemprego, alterando a percentagem aplicada na fórmula de cálculo para 75% e atribuição de pensão de reforma, sem penalizações, aos trabalhadores que atinjam 40 anos de contribuições.
  8. A revogação dos aspectos negativos do Código do Trabalho e da legislação da Administração Pública, com destaque para os que facilitam a precariedade e o despedimento, defendendo o trabalho com direitos.
  9. Isenção total de propinas a todos os trabalhadores estudantes em situação de desemprego.
  10. Acesso ao passe social nos transportes públicos para trabalhadores desempregados, tal como acontece para reformados.
Ver mais em: http://www.oje.pt/noticias/economia/movimento-dos-trabalhadores-desempregados-denuncia-forma-como-sao-tratados