A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ensino de Abril

A criança é um ser preenchido por uma multiplicidade de interacções durante o seu crescimento, sendo a principal, a família. Pois esta tem um papel preponderante na construção da criança como pessoa.

A posição da família, as suas práticas educativas, tal como o seu estilo educativo, permite aos pais uma completa diversidade de apresentação perante os filhos.
Poderemos ver pais de diferentes formas, como meros acompanhantes dos filhos, os quais liberam todas as suas actividades e permitem que a casa seja governada pela vontade e persistência dos filhos, no qual os pais unicamente estão lá para os servirem.

Outra forma é colocar os pais como seres rígidos no crescimento intelectual e pessoal dos filhos, pois este é também um ser activo pertencente da família na qual está inserida. Pois um grande problema da nossa sociedade é os pais se colocarem em torno dos filhos e desejarem aos filhos o que os pais não se tornaram, não oferecendo a liberdade para que os filhos escolham o seu próprio futuro. Quando tal é feito, por parte dos filhos é visto como uma falta de educação e não como a procura de autonomia por parte dos filhos, onde aí os pais deveriam aceitar tal facto e encaminhar e acompanhar o filho para o melhor perante a escolha. Pois esse encaminhar e acompanhar não seria feito perante o que os pais mais desejam, mas sim perante o melhor conhecimento por parte dos pais da sociedade onde vivem, de forma a que os filhos se afastem de certos perigos aos quais a sociedade nos reserva. Pois a educação e o facto de se ser educado era comparado à repressão e ao medo. Pois os pais não devem ser sinal disso perante os filhos mas sim pais que tenham capacidade de:

- Dirigir as acções do filho, mas de modo racional e ocidental para o resultado;
- Encoraja a discussão com o filho;
- Partilha os raciocínios que suportam a “política familiar”;
- Valoriza os atributos expressivos e instrumentais, como a autonomia e a conformidade;
- Exerce um controlo firme nos pontos de divergência mas não encerra os filhos às suas restrições;

Autoria de:
JP- Psicopedagogo