A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sexta-feira, 19 de março de 2010

TODOS SOMOS GALEGOS

A emigração em Portugal sempre existiu, mostrando que este Portugal sempre foi “madastro” para muitos dos seus filhos. Nos anos 60 e início dos 70 acentuou-se o fenómeno,verificando-se a procura de uma melhor vida e a fuga às guerras coloniais.

Hoje, em pleno regime democrático, politicas de classe determinam a ausência de condições materiais mínimas para sobreviver dentro de fronteiras e para muitos a procura (muitas vezes ilusória) de melhores salários fora da Pátria.

A emigração sempre foi cantada em Portugal. José Afonso cantou-a na Canção do Desterro e no Adeus ó Serra da Lapa. Mas a mais emblemática interpretação do fenómeno da emigração teve a voz sempre eterna de Adriano Correia de Oliveira no poema de Rosália de Castro, poetisa Galega, letra adaptada e música de José Nisa (Cantar de Emigração).

Hoje escondem-se as “mães que não têm filhos e os filhos que não têm pais”.

Cantar de Emigração

Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão

Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai

Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará