A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



domingo, 11 de abril de 2010

Bloco de Esquerda/António Chora - "O" Colaborador" da Autoeuropa

"Filhos de Abril": Comunicado aos Trabalhadores e a Juventude

O objectivo do comunicado é informar a População Jovem, que sem saber, se torna vítima de uma Luta de Gerações, onde por vezes, se coloca do lado errado da "Barricada". Sem dúvida, isto acontece com aqueles que, desprotegidos de conhecimento Ideológico, se filiam e apoiam o Bloco de Esquerda. 

Este Partido, que se diz Esquerda e dos valores que ela representa para sociedade, é, no fundo, a sua maior contradição, são mais esquerdelhos, canhotos ou estorvos reaccionários, que empecilham a luta dos trabalhadores, estorvam e afastam quem realmente os protege. São uma espécie de Partido Socialista nº dois e a sua "UGT", ou seja, reagem desbaratando a "palavra", colocando-se como activistas defensores do trabalho contra a ofensiva predadora do Capital e a sua Natureza Exploradora.( grande mentira!)

Deixamos aqui um documento, para a Juventude reflectir e encontrar o verdadeiro e único caminho revolucionário, para que, se coloquem no lado certo da luta, na defesa dos seus verdadeiros valores de esquerda, na esperança que se afastem assim dos reaccionários manipuladores como o Bloquista António Chora, principal activista da Comissão de Trabalhadores da Multinacional Auto Europa.

Este SR que se diz de Esquerda, queria que os trabalhadores trabalhassem os sábados de "Borla", (Belo defensor dos trabalhadores), 
O que ganharia com isso o Bloquista Chora?

NOTA: Graças aos trabalhadores Comunistas, essa proposta não passou!

Este Partido (BE)consegue apoios patronais para criação de Comissões de trabalhadores?(A Esquerda dos grandes Grupos Económicos?), 

Texto retirado do Blogue "O Cantigueiro"

...linda história - contada por um "insuspeito"

Sobre a Autoeuropa, a grande unidade fabril de Palmela, fala-se pouco. A coisa vai dando para o gasto, os alemães da Volkswagen fazem mais ou menos tudo o que lhes apetece, o coordenador da Comissão de Trabalhadores e dirigente do BE, entre avanços, recuos e lutas mal contadas, lá vai arranjando tempo para abrilhantar uns jantares de homenagem a ministros do PS caídos em desgraça (pronto... não foram jantares... foi só um). Só que há sempre pérolas ainda por descobrir. A saber:

O senhor António Damasceno Correia é doutorando no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e esteve já ligado à administração da Autoeuropa. Mais exactamente, foi Director de Recursos Humanos. Certamente por esse facto, reuniu experiências suficientes para escrever para a revista do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, um estudo de muitas páginas sobre aquela empresa, intitulado “A AutoEuropa: um modelo de produção pós-fordista”, em que fala um pouco de tudo, desde o tipo de investimento, até ao modelo de negócio e tudo o mais que lhe veio à cabeça, texto que poderão ver na íntegra, se tiverem realmente interesse, indo lê-lo aqui

A páginas tantas, por volta da página 764, no número 9.4 que leva o título de “A relação com a comissão de trabalhadores”, de pois de antes ter revelado que a empresa tinha decidido reduzir a relação com os sindicatos aos mínimos exigidos pela lei, o estudioso produz um pedaço de texto fantástico, fantástico de inquietante, digo eu, onde conta como foi “criada” (é o termo exacto) a famosa CT da Autoeuropa, dirigida artisticamente por António Chora.

Reproduzo apenas o texto, a seguir, coibindo-me de fazer comentários, a não ser, talvez, este: por muito que eu deteste a designação... a verdade é que alguns analistas, políticos e patrões neoliberais, afinal têm razão. Alguns trabalhadores são, se facto, colaboradores!

Boa leitura e digam vocês de vossa justiça (os destaques em bold são de minha iniciativa).

9.4. A RELAÇÃO COM A COMISSÃO DE TRABALHADORES
A opção por uma relação privilegiada com a comissão de trabalhadores pressupôs que a escolha dos membros que integrariam esta futura estrutura representativa não fosse deixada ao acaso! Quando se começou a pressentir o desejo de constituição desta estrutura, provavelmente estimulada pelos membros ligados aos sindicatos da CGTP — muitos deles eram desconhecidos formalmente por não quererem revelar a sua identidade —, a empresa rapidamente «entrou em jogo». Contactou sigilosamente o director de cada uma das áreas para que este indicasse nomes de trabalhadores de «confiança» que pudessem integrar a futura estrutura.

A escolha de um «líder» para esta comissão que inspirasse a capacidade de defesa dos interesses dos restantes colegas e que, simultaneamente, revelasse à empresa as informações necessárias foi ainda o aspecto mais difícil de ultrapassar. Tudo isto acabou por ser obtido através de um convite dirigido a um membro que mostrava enorme capacidade de persuasão dos colegas e que era permeável a uma forte influência. Foi com este dirigente da comissão de trabalhadores que a empresa estabeleceu uma entente cordiale que permitiu, na véspera dos grandes embates, conhecer antecipadamente, através de uma reunião sigilosa entre ele e o director de Recursos Humanos, quais os pontos que seriam objecto de análise na reunião do dia seguinte e a provável maneira de os ultrapassar.

Nas eleições para a constituição desta comissão acabaram por aparecer duas listas: uma integrada e liderada por delegados sindicais afecta à CGTP (lista A) e outra constituída, preparada e devidamente suportada pela empresa em sessões de esclarecimento realizadas para o efeito (lista B). Esta segunda lista, inicialmente defendida pelo grupo de trabalhadores independentes de que já se falou — mas que não integravam a lista —, teve uma dupla missão: viabilizar não só uma estratégia de consenso, como anular a força veiculada pelos sindicatos. O risco que a empresa correu foi grande, mas a encenação, o planeamento e a capacidade persuasora e manipuladora de alguns gestores permitiram um enorme êxito.