A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



quinta-feira, 22 de julho de 2010

Crise aumenta exploração dos trabalhadores

Só nos primeiros seis meses de 2010, o PCP apresentou, na Assembleia da República, dez requerimentos a pedir investigação sobre 16 empresas da região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega. Salários abaixo do mínimo nacional e em atraso são prática corrente, sobretudo nos setores do mobiliário, têxteis e pedreiras.

Dos requerimentos dos comunistas já resultaram várias inspeções de trabalho, tendo quatro empresas sido notificadas para corrigir irregularidades e três foram mesmo alvo de contraordenações.“A regra nesta região, infelizmente, já não é a do cumprimento dos deveres, mas sim a exploração dos trabalhadores”, acusou Gonçalo Oliveira, da direção sub-regional do PCP no Sousa e Tâmega. Para este comunista, a ação da estrutura local tem sido profícua na defesa da mão de obra de abusos por parte das entidades patronais que, acusa, têm a cumplicidade do Estado. “É preciso mudar o rumo e deixar esta política de direita, cuja prática é ser duro com os trabalhadores e complacente com os empresários”.Para conseguir esta “mudança”, o PCP defende que a Autoridade para as Condições de Trabalho precisam de melhores condições de trabalho, assim como a defesa do aparelho produtivo, através do alargamento do investimento público.

Portagens nas SCUT vão agravar números

No entender de Gonçalo Oliveira, o pagamento de portagens na A41 e A42 vai deteriorar a situação do emprego em municípios como Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras. “Se as empresas virem os seus lucros caírem, vão buscar o dinheiro aos trabalhadores”, referiu o dirigente comunista. Isto porque, do ponto de vista do PCP, “com a introdução de portagens, é bem provável que o número de empresas com abusos aos trabalhadores aumente. E, ainda pior, podem reduzir os quadros e até deslocalizarem-se”.

Jornal Forúm, 22 Julho 2010