A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O MUSP-Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos

O MUSP-Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos

Anúncio feito pelo Governo sobre cortes financeiros considerados na proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2011

Lisboa, 30 de Setembro de 2010

O Governo através do Primeiro Ministro e Ministro das Finanças anunciou ontem aos portugueses um conjunto de medidas inscritas na sua proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2011 que caso viessem a ser aprovadas na Assembleia da República sede da sua discussão iriam agravar brutalmente as já muito débeis condições de vida e económicas porque passam e vivem a grande maioria das famílias portuguesas.
A redução do défice público que o Governo nos quer impor a todo o custo em obediência às ordens de Bruxelas e Alemanha, é segundo a proposta do orçamento feita quase na sua totalidade à custa da redução da despesa pública, com cortes brutais nos salários, congelamento das reformas, eliminação de abonos, diminuição das comparticipações para aquisição de medicamentos e para exames médicos, também as indemnizações compensatórias para as empresas particularmente para as de transportes públicos de passageiros são reduzidas.
Ainda e segundo a mesma proposta o Governo quer arrecadar mais receitas fundamentalmente à custa do aumento mais injusto e cego que está instituído que é o IVA aumentando-o de 21% para 23% e à custa dos aumentos dos custos para acesso aos serviços públicos, aumento dos descontos para a Caixa Geral de Aposentações, e de um mal explicado imposto sobre a banca.
Considerando todas estas medidas agora anunciadas é fácil concluirmos.
Primeiro: que as mesmas traduzem com evidência qual é a opção política do Governo.
Segundo: que tais medidas se enquadram nas pretensões quer dos partidos de direita quer nos interesses dos grandes grupos financeiros.
Terceiro: que as mesmas caso fossem aprovadas teriam como consequências gravíssimas o aumento do desemprego, do custo de vida para níveis incomportáveis para a grande maioria das famílias portuguesas, para o aumento da pobreza, degradação da qualidade e diminuição da eficácia dos serviços públicos, com prejuízos enormes para a economia nacional.
Pela gravidade que tais medidas assumem o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos ? MUSP manifesta o seu veemente repúdio, apelando a que as populações também manifestem a sua oposição.

Grupo Permanente do MUSP