A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Câmara Municipal de Paredes poderá estar perante um imbróglio jurídico e político

A Câmara Municipal de Paredes poderá estar perante um imbróglio jurídico e político. Os herdeiros da doadora dos terrenos onde foi construído o Estádio das Laranjeiras, em Paredes, pediram ontem ao tribunal a anulação da venda pela Câmara de uma parcela destinada a um Centro Comercial. Em julgamento decide-se a propriedade dos terrenos, vendidos pela autarquia por 8,5 milhões de euros, e que tinham sido doados, com cláusula de reversão (de exclusivo uso desportivo) ao União Sport Clube de Paredes, em 1926. O caso opõe nove herdeiros ao clube, à Fundação Nortecoope, à Câmara, á empresa Guedol Engenharia e ainda ao BCP.

O clube acha que deve ficar com a parcela se a venda for anulada. O Município afirma que a alienação foi legal, a empresa afirma que se soubesse da cláusula de reversão não entraria no negócio. O terreno está desocupado, e o clube queixa-se que a transferência das instalações desportivas do centro da cidade para Mouriz implicou uma redução do número de sócios em cerca de 80% e das receitas dos jogos. Desportivamente, acumulam-se as derrotas e já são muitos os que referem que se sacrificou a história e o bom nome de uma instituição de referência, como o União Sport Clube de Paredes em nome do aventureirismo e da ganância de um punhado de dirigentes autárquicos e do movimento associativo.

Mais uma vez se comprova quão avisadas foram as reflexões dos autarcas da CDU, que alertaram para o descalabro que seria a implantação de um Centro Comercial junto da zona escolar, bem como a insustentabilidade da permuta.

A irresponsabilidade da gestão do PSD prevaleceu e agora são imprevisíveis os resultados. O povo de Paredes tem de abrir os olhos.

CR