A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia de África - O PCP saúda os imigrantes e os povos africanos


Nota do Grupo de Trabalho do PCP para a Imigração

1 - No dia em que se comemora o Dia de África, o Partido Comunista Português dirige uma saudação fraterna a todos os imigrantes oriundos de países africanos que trabalham e vivem em Portugal, aos seus descendentes e a todos os que, tendo as suas raízes em África, adquiriram já a nacionalidade portuguesa.
2 - O PCP sublinha a necessidade da intensificação da luta contra o imperialismo e a sua política de exploração, opressão, tirania e guerra, causas profundas que obrigam homens, mulheres e crianças a fugir à miséria e à violência e a procurar noutros países o seu sustento e o das suas famílias e uma vida melhor.
3 – O PCP expressa a sua solidariedade com as movimentações de massas de povos de países africanos que lutam pelos direitos democráticos, pela Paz, Progresso e Justiça social.
4 – O PCP expressa a sua determinação no combate aos fenómenos de racismo e xenofobia bem como à propagação de teorias e ideias fascistas, que a acentuação da política de direita e o agravamento da situação social dela decorrente podem alimentar.
5 - O PCP reafirma os eixos centrais da sua política de Imigração no sentido da plena inserção na sociedade portuguesa dos trabalhadores imigrantes, no respeito e valorização da sua identidade cultural, por uma política de regularização justa e realista, pela defesa do direito ao trabalho, contra uma Europa Fortaleza e contra a insistência do Governo PSD/CDS-PP na Directiva do Retorno, que reduz os imigrantes a “objectos descartáveis”.
6 – Ao lutar por uma política de desenvolvimento económico e criação de emprego, contra a carestia e o corte dos apoios sociais aos mais carenciados, de defesa dos serviços públicos e das empresas e sectores estratégicos da economia, de defesa e reposição dos direitos e de afirmação da soberania nacional, o PCP está a lutar pela melhoria das condições de vida não só dos trabalhadores e do povo português mas também dos imigrantes, criando condições mais favoráveis de igualdade nos direitos sociais, laborais e de participação.
7 – O PCP apela a todos os imigrantes a que participem na manifestação de amanhã, «É tempo de dizer basta! Rejeitar o Pacto de Agressão, Lutar por um Portugal com futuro», em Lisboa.