A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Informação capítulo V, O PlaniT Valley, mega operação de propaganda em Paredes.

Filhos de Abril: Neste capítulo vamos dar a conhecer aos leitores algumas caras da política como o Ministro Álvaro dos Santos Pereira, também queremos deixar algumas perguntas no ar sobre o sonho que um dia um homem teve e que aterrou no Concelho de Paredes, vejam lá!









Foto: ex ministro Inglês, Presidente da Camâra PSD, secretário de estado PS e o cérebro do projecto)

A 13 de Maio de 2011, não na cova da Iría, mas sim em Paredes o espectáculo (aparição) era esta, mais uma apresentação pública em pré campanha eleitoral  a cerca de um mês das eleições que estavam marcadas para 5 de Junho de 2011,



Após a construção da 1 fase 10.000 pessoas a viver no planIT Valley 3000 a trabalhar o resto seria família!


Filhos de Abril : Vamos colocar as partes mais significativas da entrevista porque vai servir para que os leitores tenham uma noção e para que seja possível compreender o porquê de algum cepticismo e  tirar algumas conclusões. ( Se possível!)

A 8 de Novembro de 2011 o cérebro britânico resolve contar o segredo... "o sonho" (Parte da entrevista ao SAPO)



Quando viemos cá pela primeira vez estávamos à procura de uma nova área de investimentos para a Living PlanIT (holding gestora do projeto), nem sequer estávamos a pensar ainda na PlanIT Valley, a empresa estava a crescer. À medida que fomos passando tempo aqui, fiquei muito surpreendido. Nem todos os países são humildes como Portugal e, às vezes, acho que isso pode ser um problema. A humildade é algo que me toca. Achei os portugueses pessoas de mente aberta, pragmáticos, provavelmente muito conservadores, e o país em si é fantástico. A história e o território são muito bonitos. Com o passar do tempo o país tornou-se a casa para a maioria do staff do projeto. A qualidade de vida é muito elevada. Já vivi nos EUA, Médio Oriente, Alemanha, Austrália e aqui sinto-me em casa. No dia a dia trabalhamos intensivamente, não consigo socializar a não ser no contexto de negócios. Conhecemos gente muito talentosa, o que foi de certa forma uma surpresa e levou a que puséssemos o PlanIT Valley aqui. A qualidade das tecnologias e da engenharia é muito elevada. Neste contexto político e económico de crise, em que vemos outros países a seguirem em frente e a não baixarem os braços, aqui ainda há uma certa resistência à mudança, talvez porque os portugueses são mais conservadores, mas também são mais realistas e têm respondido muito bem aos desafios.

Filhos de Abril:
  • Continuamos sem entender como o SR chega ao Vale de Sousa ?
  • Como é que pensam expropriar 1.700 hectares de terreno ?
  • Sabia que vive gente em Recarei, Parada de Todeia, Sobreira e Gandra?
  • Acha que isto é resistência à mudança?
  • Pensa mesmo que vai à força, expropriar terrenos a torto e a direito ?

O Sapo:
Quantas pessoas já integram o projeto?
130. Até ao final do ano devemos ser 350. A maior parte das pessoas trabalha aqui, e assim vai manter-se no futuro. Até ao final do ano devemos ter 150 a 200 engenheiros e contamos ter 200 milhões de euros de capital angariado. Neste momento já trabalhamos com centenas de empresas daqui. Em todas as áreas: materiais, ciência, indústria, eletrónica, software, vamos trabalhar com algumas universidades, entre elas a Universidade do Porto. Estamos a trabalhar para formar um fundo de joint venture com alguns parceiros, para ajudar algumas dessas empresas e pessoas. Temos um anúncio próximo em que vamos anunciar parcerias com várias empresas portuguesas - uma delas é pública, inclusive. Atualmente, diria que trabalhamos com mais 90% de empresas estrangeiras, 35% ou mais são dos EUA, 30% europeias. Para ser honesto, as empresas estrangeiras são muito mais agressivas, e arriscam mais nas novas ideias, e acho que este projeto pode criar um conjunto de oportunidades interessantes também para Portugal, de modo a que aqui se comece a pensar mais nos mercados internacionais e no nível de agressividade que é preciso hoje em dia para ser ter sucesso no mercado.

Filhos de Abril: O Sr Lewis, diz nesta parte que existem 130 trabalhadores.
Alguns trabalhadores fizeram chegar a informação que existem abusos laborais, que a empresa Living Planet não cumpre o que acordou sobre alguns trabalhadores.

Talvez seja diferente na forma como fazem os contratos com os trabalhadores. Talvez explorar trabalhadores não seja exploração no país dele , Talvez descontar para a Segurança Social e não passar recibo de vencimento não seja crime por onde ele tem andado , talvez pagar com acções sem cotação seja um mal entendido, talvez os trabalhadores nas empresas capitalistas com salários em atraso no país dele seja normal.

Era tudo (a)normal se não estivessem metidos nisto Presidente da Câmara, ministros , secretários de estado que não tenham esta preocupação de respeitar as leis Portuguesas do trabalho e os trabalhadores.
(Continua no capitulo VI)

O Sapo:
Dessas 130 pessoas, quantas são portuguesas?
Deverão ser cerca de 20%. A maioria das nossas recentes contratações tem sido de portugueses. Nuno Silva é o responsável pela engenharia e I&D, Manuel Simas, responsável pelo Departamento de Estratégia, Luísa Lima da Universidade do Porto, e temos estado à procura de estagiários, também. Neste momento, estamos focados em contratar pessoas. Os portugueses não sabiam muito bem aquilo que andávamos a fazer, muito por uma atitude responsável da nossa parte. Tentamos ser contidos para não criar cepticismo à volta do projeto, para não perder o embalo, mesmo ao nível local (…) menos até do que o presidente da Câmara gostaria. Mas isto é um negócio internacional. Por exemplo, anunciamos uma parceria com a Deutsche Telecom [companhia de telecomunicações alemã], é um acordo fantástico para nós e muitos poderão pensar 'porque não a Portugal Telecom?'. E nós respondemos 'sim, mas em dois anos não conseguimos chegar a uma solução com eles'. Tornou-se difícil arranjar um entendimento, queríamos andar mais rápido, tínhamos recursos limitados, não podemos fazer promessas que depois possamos não cumprir. E, ironicamente, temos uma empresa que nem sequer tem presença em Portugal e que acredita em nós.

O Sapo:
Mas tiveram conversações com a Portugal Telecom?
Tivemos boas conversas, há pessoas muito dedicadas, inteligentes e competentes lá, mas não acreditavam muito no projeto. Infelizmente, quando temos uma Deutsche Telecom a trabalhar connosco só aí se consegue perceber que o projeto é real e já não há mesmo volta a dar. E isso aconteceu-nos noutras áreas também.

Filhos de Abril: A Portugal Telecom foi a única entidade que não foi embalada no "SONHO" Porque até aqui todos embalam no sonho.(ver foto)
Novas caras, agora todos com o mesmo cartão no bolso

O Sapo:
Vai morar lá, claro…
Claro, seria terrível se o Richard Branson não tivesse andado num avião da Virgin. Tenho de lá estar, estou entusiasmado, vai ser uma experiência única. Às vezes é difícil trabalhar no mesmo sítio onde se vive. Atualmente, vivo com seis pessoas e isso não acontecia, com algumas exceções, desde os meus 13 anos. É engraçado ter colegas de trabalho de pijama pela casa de manhã, ou a trabalhar de pijama às três da madrugada. Mas quando estamos a construir uma empresa e queremos canalizar cada cêntimo para o sucesso dela temos de fazer sacrifícios. O que fazemos é uma espécie de aliança baseada na sustentabilidade: usamos o mínimo de recursos possível, fazemos car sharing, não temos carros próprios, no fundo temos de viver aquilo que propomos. Não somos "Tree Huggers" [projeto dedicado à sustentabilidade ambiental], mas preocupamo-nos com o ambiente e sabemos que não devemos lançar nenhum negócio que não seja eficiente, atualmente. Hoje em dia toda a gente ambiciona ser sustentável e faz questão de comunicar isso. Devia ser uma filosofia natural para todas as empresas sem exceção.
Filhos de Abril: Como vivemos em culturas diferentes , talvez na Inglaterra as coisas sejam diferentes na noção de contenção de despesa, talvez viver como vivem parte dos responsáveis da living Planet em Portugal na Inglaterra não seja "LUXO".

Continua...