A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



domingo, 29 de julho de 2012

Informação capítulo VII , O PlanIT Valley, mega operação de propaganda em Paredes


Filhos de Abril: O texto que colocamos demonstra que se havia duvidas ...com duvidas ficamos, na verdade, nesta entrevista dada ao dinheiro vivo, o Presidente da Câmara Celso Ferreira, e Steve Lewis, falam em milhões e prazos de execução em duas velocidades diferentes. (duas "verdades" diferentes!)

No paragrafo que diz ; A Living PlanIT, que já recebeu vários prémios mundiais de inovação, tem parcerias com centenas de companhias, incluindo as Portuguesas Retroconcept e Betrevi. Quanto mais dizem pior ficamos! Estas empresas são do SR. Miguel Rodrigues- sócio fundador do Lewis e membro da Living PlanIT, ( acasos! )

Fotografia enviada por trabalhador com salários em atraso da Living PlanIT


O SR. Miguel Rodrigues de inicio a imprensa apresentou-o como sócio fundador da Living PlanIT, só que actualmente podem observar que nem esta na lista de executivos, nem no concelho de gerência, vejam o site http://living-planit.com/executives.htm. Daí que não sabemos se ainda faz parte.

Nota de interesse no texto:

A Directora de relações públicas da Microsoft Portugal avança que "localmente não houve qualquer avanço", não havendo contactos sobre o tema "há meses". A Cisco, outra grande parceira, não quis comentar. (Sem comentários)

Filhos de Abril: Quanto à divida aos trabalhadores que à mais de dois anos fazem  parte neste projecto, ninguém comenta neste texto, contudo apelamos aos trabalhadores para continuar a enviar para o mail a informação dos vários abusos laborais , agradecendo desde já o que temos e pedimos que aguardem pelo aconselhamento possível.

Texto da fonte Dinheiro Vivo

A construção da cidade inteligente PlanIT Valley já devia ter começado, mas os terrenos estão vazios. Não há crédito Sillicon Valley português não avança este ano. Faltam 500 milhões

Um dos mais ambiciosos planos de sempre em Portugal está suspenso por dificuldades de financiamento. Paredes devia receber a cidade inteligente PlanIT Valley já em 2013, uma iniciativa totalmente privada que contou com o apoio do governo e da autarquia quando foi anunciada, há três anos.

Mas a crise tornou quase impossível angariar as centenas de milhões de euros necessárias para avançar com as obras. Nem o poder das empresas envolvidas - gigantes como a Microsoft, Siemens, IBM e Cisco - ajudou a abrir linhas de crédito.

"O problema é que se trata de capital intensivo. São precisos pelo menos 500 milhões de euros", diz ao Dinheiro Vivo Celso Ferreira, o autarca de Paredes que esteve envolvido no processo desde o início. No total, o empreendimento custa 10 mil milhões de euros, numa área total de 17 quilómetros quadrados.

Steve Lewis, o CEO da holding gestora Living PlanIT, garante mesmo assim que no final de 2012 haverá capital suficiente para "começar e terminar a primeira vaga", correspondente a 1,1 milhões de metros quadrados e com capacidade para dez mil residentes. "Em paralelo, continuaremos a tentar angariar mais capital para financiar as vagas seguintes de desenvolvimento."

O CEO confirma que as obras estão paradas, mas afasta totalmente o cenário de cancelamento. "Não há alternativas ao sucesso", sublinha.

Pelo lado da autarquia e do governo, não há nada a fazer. "Não depende nada da câmara", garante Celso Ferreira, justificando a situação com a crise. "A concessão de crédito a projetos em Portugal está difícil", diz, afastando, porém, a possibilidade de cancelamento: "Há compromissos das empresas." Uma das hipóteses que o autarca avança é o recurso a fundos de Bruxelas - não necessariamente ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional).

Não é por aí que a Living PlanIT está a ir. "Estamos neste momento a negociar uma injeção de capital significativa (na forma de fundos) no PlanIT Valley, de um número de fundos soberanos e de pensões vindos da Ásia, América Latina e Estados Unidos", revela Lewis.

O que não parou foi o desenvolvimento da plataforma tecnológica que será a espinha dorsal da cidade. É um sistema operativo, o Urban Operating System (UOS), que vai fazer funcionar os milhões de sensores dentro da cidade e é sensível ao toque. Steve Lewis diz que a empresa e os parceiros continuam a investir, nomeadamente no "recrutamento de parceiros que se vão tornar residentes no PlanIT Valley", na "investigação, desenvolvimento e engenharia do UOS", na "integração e certificação das tecnologias dos parceiros" e na "implementação da solução de gestão da cadeia logística e negociação da compra de contratos" relacionados com os materiais e serviços que vão servir para construir a cidade.

Lewis já tinha assegurado, em novembro, que as obras iam arrancar este ano - algo que não aconteceu. Celso Ferreira considera que "antes de 2015" não haverá novidades no plano.

"Nunca contemplámos um plano B", garante Lewis. Mas o responsável passou os últimos dois anos a trabalhar com várias entidades internacionais e assegura que "Portugal ganhou respeito pela forma como está a lidar com a austeridade, porque o povo português tem sido corajoso e pragmático na aceitação da mudança necessária". Lewis acredita que "Portugal vai emergir com sucesso e prosperidade outra vez. Vamos fazer tudo o que pudermos para contribuir para essa prosperidade", remata.

A Living PlanIT, que já recebeu vários prémios mundiais de inovação, tem parcerias com centenas de companhias, incluindo as portuguesas Retroconcept e Betrevi. Ao Dinheiro Vivo, a diretora de relações públicas da Microsoft Portugal avança que "localmente não houve qualquer avanço", não havendo contactos sobre o tema "há meses". A Cisco, outra grande parceira, não quis comentar.

O PlanIT Valley vai criar 20 mil postos de trabalho qualificado e sediar dez mil empresas. Será a primeira cidade portuguesa totalmente sustentável e inteligente, uma cidade-modelo para outras do género e incubadora de novas tecnologias.

fonte- http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Arti...28.html?page=0

Continua...