A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

os criminosos que o ocidente apoia (+18)



Chamo desde já a atenção que o vídeo que colocamos aqui contém imagens de extrema violência embora em abono da verdade, segundo os cânones "ocidentais", quando a violência é praticada pelos nossos amigos depressa se transforma em redenção e glória.

Mahmud Mohamed Ali, tenente do exército sírio, foi capturado pelas brigadas Al Ghuraba e Eiz Al Din Kasam do autodenominado Exército Sírio de Libertação que as nossas televisões acompanham mas que vá-se lá saber porquê omitem coisas como estas, ocupados que estão em mostrar as barbaridades do exército regular, esquecendo-se ou tentando fazer esquecer-nos que esta coisa tem sempre dois lados. Depois de torturado foi levado até à margem do rio Eufrates e ali sumariamente executado como mostra o vídeo que foi colocado na internet pelos próprios rebeldes, o que diz bem da qualidade da gente que temos no nosso círculo de amizades.

Também há poucos dias o vice-ministro do Interior iraquiano, Adnan al Assadi, em declarações à France-Press descreveu a tomada de um posto sírio fronteiriço com o Iraque pelas forças rebeldes do mesmo exército de "libertação". Contou o vice-ministro que ao coronel que comandava o posto e aos 22 militares sob o seu comando o exército de “libertação” cortou os braços e as pernas um atrás do outro ante o olhar espantado dos soldados iraquianos do outro lado da fronteira.

É esta gente que Ban Ki-Moon,Laurent Fabius, a senhora Clinton e Paulo Portas defendem.