A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A 24 de Setembro 1976 iniciou-se a maior e mais bela iniciativa politica e cultural do Portugal pós 25 de Abril, a Festa do AVANTE!, ou simplesmente a "Festa".


«o sonho e a realidade hão-de acertar o passo»

Uma Festa como efectivamente Portugal jamais vira, não apenas porque a actividade do Partido Comunista fora forçada à clandestinidade, mas também porque a repressão que forçou o nosso Partido à luta clandestina atingia afinal não apenas os comunistas mas todos os potugueses, a sua liberdade, a sua felicidade - a sua vida em suma.


Toda a organização do Partido Paticipará na Festa! espaços de células de empresas, de núcleos profissionais, de organizações regionais. Em cada um deles, a imaginação dos militantes, a exposição da actividade dos comunistas em todo o país, os balcões de especialidades regionais, os divertimentos, as bancas de venda, o convívio e a confraternização dos milhares e milhares de homens, mulheres e jovens que se batem por um Portugal livre, democrático, no caminho do socialismo!







a «Festa que Portugal nunca tinha visto», como anunciou a manchete do Avante! de 30 de Setembro desse ano. O mesmo que no interior destacava, do discurso de Álvaro Cunhal no comício, que «esta Festa do nosso glorioso Avante!, do nosso glorioso Partido, é a maior, a mais extraordinária, a mais fraterna e humana jamais realizada no nosso País».


Todos os anos construída e habitada por muitos milhares de portugueses de todas as idades, a Festa é como que o combustível para mais um ano de caminho na construção de um sonho.
Caminho pedregoso, em que a realidade cinzenta faz o que pode para nos sangrar os pés e a resistência, na viagem para o futuro.






«o sonho e a realidade hão-de acertar o passo».


Alvaro




Mural Belem


  EP