A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Alto da Ajuda

1979

cartaz 1979


No Alto da Ajuda, desta vez, e por alguns anos. Com o Tejo em fundo. Foi preciso desbastar aquela dura terra, amanhá-la para a grande cidade festiva, cravada na verdura de Monsanto.

Refazer tudo - avenidas, abastecimento de luz e água, esgotos. Reconstruir o vasto palco principal.

Reconstruir o vasto palco principal. Sons da Festa - Mercedes Sosa, da Argentina;

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“A semente do meu comunismo vem de uma pergunta que ao longo do tempo se renova: Por que há pessoas que nascem sem nada, castigadas pela miséria e pela fome e outras que nascem com tudo e com a possibilidade de se desenvolver intelectualmente?”

Mercedes Sosa,
 
EP 1979
 
 EP 1979







Alto da Ajuda
1980

Cartaz 1980
 
 
Sei que estás em festa, pá, tanto mar, tanto mar... O mar não foi tanto que a voz de Chico Buarque não chegasse à Ajuda, vibrando comovidamente com a multidão que o acompanhou... Outras vozes entravam na Festa pela primeira vez, como a voz inesquecível de Zeca Afonso. E as de Adriano, Fausto, Luísa Basto, Sérgio Godinho. Vozes portuguesas numa Festa que homenageava Camões no quarto centenário da morte do Poeta. Na Cidade da Juventude, os sons do jazz, que vinham de várias partes do mundo. A exposição de etnografia, organizada por Giacometti, é uma das memórias que perduram desse ano.

 





 
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Giacometti
 
 

EP 1980
 
Alto da Ajuda
1981

Cartaz 1981
 
A exposição dos 60 anos do Partido dominava. Era também, o ano do 50.° aniversário do Avante!.
A III Bienal, entretanto, abria com a participação de 200 artistas e homenageava Cipriano Dourado.
Outras homenagens - a Fernando Lopes Graça, a José Gomes Ferreira.
Novidade foi o desfile dasMarchas Populares dos bairros de Lisboa, no recinto da Festa.
 

 60 anos

 
Cipriano Dourado
 
EP 1981


EP 1981
 
Alto da Ajuda
1982






Uma Festa molhada. Esse fim de semana não foi poupado pela chuva, que acabou prejudicando os espectáculos. As organizações, porém, vinham com ideias novas, novas maneiras de mostrarem o País ao visitante. E o Poder Local, com uma exposição central e várias regionais, mostravam a consolidação do trabalho autárquico democrático e historiavam a tradição municipalista portuguesa.
Dois auditórios, um com teatro e folclore, outro com debates, a construção de um Polivalente desportivo, permitiram numerosas realizações.
 
Cartaz 1982

Alto da Ajuda
1983


Efemérides- o 6.° centenário da Revolução de 1383/85 e o centenário da morte de Marx«patrocinam» a Festa. No ano em que o Palco 25 de Abril (como ficará a chamar-se) se muda para melhores ventos, a massa de público face ao Tejo. Um Arraial acolhe condignamente os espectáculos de folclore. E um novo auditório, o 1.° de Maio, outros espectáculos que exigem «intimidade». Se é que a intimidade sobrevive no vasto espaço da Ajuda. A Bienal homenageia Abel Manta e Carlos Botelho.
 
Cartaz 1983

EP 1983


Alto da Ajuda
 1984


O 25 de Abril tinha dez anos, de Abril se vestiu a Festa. E marcou a exposição política central e foi tema para os Encontros em que operários da terra e da indústria disseram das suas lutas. A voz já ausente de Ary não deixou de vibrar, com gravações dos seus poemas. E os versos que escreveu foram publicados, com lançamento dos VIII Sonetos. Música - os «Kitushi», de Angola; «Goloshokin», da URSS; «Dixieland»de Berlim, RDA; Arturo Sandoval, de Cuba. E tantos outros.

Cartaz 1984
 
Alto da Ajuda
1985
É a 10.ª Festa. Marcada pelo lançamento do livro «O Partido com Paredes de Vidro», de Álvaro Cunhal, um texto cuja divulgação ultrapassou em muito as fronteiras do PCP. As organizações regionais voltam a dar um salto qualitativo na apresentação dos seus espaços - com destaque para o Porto, que abria uma série de exposições com o painel de Júlio Resende, a «Ribeira Negra», e para Lisboa, com a reprodução do Arco da Rua Augusta. A V Bienal dava lugar de destaque à gravura e mostrava uma exposição individual de Gil Teixeira Lopes.
Cartaz 1985

Alto da Ajuda
1986

Centenário do 1.° de Maio. Comemorado também na Festa, com três centenas de painéis em mil metros de exposição alusiva à data. Uma exposição fotográfica - «Objectiva 86» - com nomes destacados: Dimitri Baltherman, Carlos Relvas, Augusto Cabrita. Uma mostra de cinema não profissional. O Avanteatro, com sete companhias a participarem. E os sons? Júlio Pereira, Carlos Paredes, Manuel Freire. O«Oktober Club» pela terceira vez. E o laser a riscar os céus da Ajuda...

Cartaz 1986