A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Festa do Avante 1977 e 1978, Vale do Jamor

“ Jamor. Um vastíssimo terreiro “
 
1977
 
 1978
 
Em 1977, na primeira das manifestações de intolerância que se seguiriam, a Associação Industrial Portuguesa recusou a cedência da FIL para realização da Festa. A peregrinação da busca de local começou. E nesse ano, no meio de alguma polémica, foi tomada uma decisão histórica: fazer a Festa ao ar livre.
A sugestão de se usar o abandonado hipódromo do Jamor, mas essencialmente pela consciência de que uma festa como a do Avante!, popular, de massas, exigia o ar livre.

Vale do Jamor
 
É com a ida para o Jamor que a Festa adquire traços de identidade que se mantêm até hoje.


Jamor

Jamor
 
Com o ar livre a Festa passou a ver-se e, dentro da Festa, os visitantes passaram a ver-se a si próprios. A circulação, a decoração, a lógica plástica dos pavilhões, tudo ganhou exigências novas pela dimensão e pelo facto de se desenhar sobre um terreno inteiramente livre e aberto. Do ponto de vista plástico, foi o primeiro ano em que Rogério Ribeiro daria um contributo que, nas formas rasgadas e amplas e nas decorações de cores fortes e directas, daria à Festa não apenas um fascinante ambiente de ar livre profundamente estetizado, mas também um ambiente cromático em que se unia a combatividade e alegria da motivação da Festa com um cunho indelevelmente português e popular.
 
avante78

Mas talvez o passo mais importante dado em 77 tenha resultado do gigantesco esforço que representou erguer a Festa. Em 76, a FIL, infraestruturada, com pessoal próprio e especializado, resolvera muitos problemas; em 77 foi preciso fazer tudo. Erguer pavilhões, enterrar canalizações e redes eléctricas, tratar dos esgotos e dos abastecimentos, limpar o terreno. Se na FIL quase bastara desenhar, a partir daqui a responsabilidade e capacidade de um engenheiro, Fernando Vicente, era exigida pela própria realidade.
 
 
Tudo isto num país de há três décadas, com soluções técnicas limitadas, nenhuma experiência em iniciativas deste tipo e dimensão - tudo ainda agravado por meios financeiros limitados. A Festa de 77 só foi possível porque a organização do Partido se empenhou directamente na sua construção




Ao sair fisicamente das mãos dos militantes, a Festa passou a ser não apenas um ponto de encontro e de convívio mas uma obra colectiva, uma criação colectiva do colectivo partidário. Ao visitar a sua Festa, o Partido revia-se no que directamente construíra, para si e para Politicamente, a Festa assumia uma importância que dificilmente se poderia ter previsto. Passou a marcar o inicio do ano político e a assegurar o rápido retomar de trabalho das organizações após o período de férias. Em si própria, a Festa, no meio da dura batalha ideológica, constituía o mais poderoso desmentido da imagem que inimigos e adversários pretenderam sempre dar do Partido, fosse o do jamais verificado «declínio irreversível», fosse o do sempre negado «fechamento às novas realidades» humanas e culturais. Os milhares de visitantes.


pioneiro 1977
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