A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

REVOLTA DO 18 DE JANEIRO DE 1934 NA MARINHA GRANDE!

REVOLTA DO 18 DE JANEIRO DE 1934 NA MARINHA GRANDE!

 79 ANOS, O "SOVIETE" DA MARINHA GRANDE.

Devido ao golpe militar do 28 de Maio de 1926, que levou... ao poder o ditador, António Salazar.
Que iniciará um processo de construção de um estado fascista em Portugal, liquidando paulatinamente todas as conquistas e liberdades da I Republica, tal como no presente o faz, Passos Coelho e o seu governo, ao regime democrático constitucional saído da Revolução do 25 de Abril de 1974.
Salazar precisou apenas de alguns anos, para criar o chamado Estado Novo, com aprovação da Constituição Politica de 1933, baseada na Carta Del Lavoro de Benito Mussolini, da então Itália, fascista.
A promulgação da Constituição fascista de 1933 de Salazar, determinou o fim dos sindicatos democráticos e de outras liberdades essenciais.
Aos sindicatos foi dado um tempo, para ajustarem os seus estatutos democráticos e revolucionários de classe, ao estatuto corporativo do Estado Novo - Fascista.
A generalidade dos sindicatos portugueses, que eram de orientação maioritária, anarquista e comunista, não aceitaram esta imposição do regime fascista agora institucionalizado e por consequência, foram extintos pelo regime de Salazar, bem como todo o seu património, por não aceitarem fazer parte da nova ordem fascista.
Porém na Marinha Grande, os operários revoltaram-se e tentaram organizar um "soviete" como resistência à fascização dos sindicatos e do regime.
Foram fortemente atacados pela policia, apenas resistido algum tempo.
O regime prendeu os principais dirigentes sindicais e outros activistas, tendo parte deles sido deportados para o Campo de Concentração do Tarrafal em Cabo Verde.
É contra a repetição da história que lutamos, não podemos permitir que aconteça de novo um Portugal, sem liberdade e sem futuro, novos Salazares nos aparecem no horizonte próximo.
É preciso lutar por nós, pela liberdade e por Portugal.

VIVA A UNIDADE DOS TRABALHADORES PORTUGUESES!
VIVA A LUTA - ANTI FASCISTA!
VIVAM AS ESPERANÇAS DE ABRIL!